Desde a minha primeira
impressão da vida, descobri que esta existência é algo absurdo, uma coisa que
pode enlouquecer se você levar a fundo os questionamentos mais simples, como:
para que estou aqui? Por que isto aconteceu comigo? O que fiz da minha vida?
Quando mais se vive e se
tenta aprender, mais se tem a convicção de que nada se sabe. Caminha-se no
escuro e, por algumas vezes, um raio de luz nos guia. É algo que pode parecer
desalentador, mas quando se compreende que a vida é assim mesmo, acaba-se por
se sentir mais fortalecido e sábio. Parece ser como a água: o mesmo lago que
você nada, pode, a qualquer momento, te afogar.
É interessante que a
medida que se aprende, se tem experiências o que era para sedimentar nossas
certezas, acaba por destruir nossas convicções. Posso dizer, sem medo de errar:
com 20 anos, eu me julgava muito sábio; com 30, todas aquelas certezas de uma
década se foram. Isso vai sempre acontecer com o passar dos anos. A única coisa
certa da vida é que nada se sabe e isso pode ser libertador para uns e
angustiante para a maioria.
Não tem como construir
uma existência saudável e produtiva confiando nas pessoas. Não que seja
misantropismo ou raiva da raça humana, mas é bom perceber que as pessoas mudam
de acordo com seus interesses. Então construir sua existência, tendo como base
as pessoas, seria o mesmo que erigir um castelo no meio da areia; logo
desmorona. Assim, construa a sua vida sobre o terreno das ideias, dos
objetivos, pois estes alicerces são fortes e duradoiros.
Também é bom não criar
expectativas; nada é mais doloroso do que criar uma ilusão, acreditar e depois
ver os sonhos irem por água abaixo. Não se deixar afetar nem pela excessiva
alegria, nem pela excessiva tristeza.
Controlar o que se pode
controlar, buscar uma certa harmonia entre os diversos aspectos que compõe a
vida também é deveras interessante.
Pode me dizer, com toda a
razão: nossa é difícil demais! Concordarei contigo, pois afinal de contas,
viver é a tarefa mais complicada e árdua que nos deparamos nesse mundo, não é mesmo!?
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