VIVENDO (E TENTANDO) APRENDER
quarta-feira, 22 de abril de 2020
domingo, 19 de abril de 2020
AINDA SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS (COVID - 19)
A pandemia está aí: até o presente momento, já foram mais de 165 mil mortes em todo o mundo; destas mais de 2.300 mortes e mais de 37 mil casos confirmados no nosso país.
A tendência, segundo os especialistas, é que as contaminações e as mortes aumentem, inclusive no Brasil. Em nosso país, a curva ainda vai atingir o ponto mais alto, o que segundo os mesmos especialistas, poderá colapsar o SUS.
As medidas de quarentena e o isolamento social estão fazendo com que o contágio não aumente a níveis alarmantes, segundo defendem os entendidos. Eu mesmo evito sair de casa (na verdade, não foi muito difícil, pois sou caseiro por natureza) e somente vou a lugares onde é preciso, como supermercados.
Mas, o que tenho visto é a galera fazendo aglomerações (principalmente nas portas de bancos e lotéricas para sacarem a ajuda de R$ 600,00). Além disso, o povo não consegue passar sem fazer um churrasco ou uma boa cervejada.
O que é certo é que as medidas de fechamento do comércio afetam dramaticamente a economia, em especial os autônomos e os donos de loja. Um conhecido meu me disse uma coisa que fiquei pensando: "a gente não pode abrir para vender, mas os boletos não param de chegar".
O presidente que governa a seu jeito já despachou o ministro da Saúde (segundo alguns, não apenas por discordar do chefe, mas também por ter uma popularidade mais alta) e colocou um mais alinhado ao seu pensamento.
A economia brasileira que começava a se recuperar, levou um enorme golpe; coisa para se recuperar daqui a anos. E os nossos governantes ao invés de se juntarem para resolver a situação, fazem a eterna e condenada "politicagem".
Como sempre, quem sofrem são os pobres: eu sou um abençoado, pois sou funcionário público e tenho o meu emprego me esperando quando esta crise passar. Estou trabalhando em casa, neste tal de teletrabalho (nome feio), mas sei que muitos irão perder o seu emprego quando tudo isso terminar.
As medidas de flexibilização devem ser tomadas? Talvez. De fato, de nada adianta estar vivo mas vendo a família passar fome.
terça-feira, 17 de março de 2020
SOBRE O CORONAVÍRUS
Este é o primeiro texto que fiz sobre um
assunto atual: geralmente manifesto minha opinião em comentários de canais que
sou inscrito ou falando com outras pessoas mesmo. Mas, este fato é algo muito
importante e está afetando todo o mundo. Assim, resolvi dar minha opinião sobre
este tema tão relevante.
O coronavírus ou mais precisamente o
COVID-19 já virou uma pandemia (muito pior que surto e epidemia). Já morreu
gente demais em países como China (onde esta merda toda começou), Itália e Irã;
o vírus está presente em todos os continentes e vários países já fecharam as
fronteiras para evitar a propagação da doença.
No Brasil, estão sendo tomadas as medidas
cabíveis e sabe Deus até onde isto vai nos levar. Acredito que vai morrer muita
gente, em especial os mais pobres (como diria, meu tio, “pobre só se ferra”).
Existem as famosas teorias da conspiração
(que o vírus foi produzido em laboratórios chineses para ferrar a economia
mundial), que existe muita histeria nas notícias, que existe muita histeria na
mídia.
Cada um pensa o que quiser, mas esta
pandemia acontece pelo fato do mundo ser globalizado e qualquer zé ruela poder
viajar de avião para qualquer canto. Longe de mim, condenar que as pessoas
tenham melhora na qualidade de vida, mas isto é o preço que o mundo paga por se
chamar “aldeia global”.
Houve vários casos de epidemias, como em
2009 e 2016; houve a famosa gripe espanhola em 1917, a asiática em 1957 e a
Peste Negra, na Idade Média. Desde que o mundo é mundo existe e existirão
epidemias com milhares de mortos.
Mas, a situação é séria, pois até a
poderosa Rede Globo mudou sua programação (tirando vários programas idiotas do
ar, o que é, em última análise, uma benção disfarçada). Os governos federal,
estaduais e municipais estão tomando medidas para evitar aglomerações. E nossa economia,
que parecia melhorar, vai entrar em recessão...
Assim, se minha opinião vale alguma coisa,
tomarei os cuidados que a grande mídia anuncia. Evitarei aglomerações (não será
difícil, pois adoro ficar em casa). E rezarei para que tudo isso passe o mais
rápido possível.
terça-feira, 10 de março de 2020
INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA: UMA ILUSÃO?
Estava navegando pela internet e notei que
existem uns blogs de alguns caras que pregam uma tal de IF, que fui descobrir
depois que era Independência Financeira.
Basicamente, esses blogs são um amontoado
de números em que essas pessoas se vangloriam de seus patrimônios; a maioria
investe em ações, em bitcoins e outros
investimentos. Se acham consultores e eu mesmo fiquei muito tentado a
participar dessa turma, mas achei melhor não.
Em primeiro lugar, não tenho saco para
ficar acompanhando ações, alta e baixa; isso é como pescar (outra coisa que
detesto!) precisa ter paciência de Jó. Minha personalidade não combina com isso.
Parabéns para quem consegue se controlar diante desse cassino que se chama
Bolsa de Valores.
Lembro de um colega da faculdade que
comprou um livro de quase mil páginas, ensinando como investir na Bolsa,
escrito por um entendido, um verdadeiro guru das finanças. Não sei o que ele
fez com o livro, mas hoje ele trabalha num emprego mediano e nem quer ouvir
falar de ações.
Cada um faz o que quiser com seu dinheiro,
quem sou eu para cagar regras de finanças; mas de maneira pessoal, isto não me
atrai, pois considero uma ilusão. De cada uma pessoa que consegue essa tal de
IF, cem se atolam em dívidas. A única maneira de ganhar dinheiro é com
trabalho; quem especula precisa aceitar que sua vida será uma montanha-russa.
Com base nas minhas experiências, posso
traçar alguns pontos que podem ser úteis para quem se mostrar interessado:
1.
Evite,
ao máximo, emprestar dinheiro a outras pessoas; fiz isso durante um terço da
minha vida e tal atividade acaba te desgastando muito. Cria inimizades até
dentro da família.
2.
Tenha
um trabalho, uma profissão, de preferência um cargo público. Se for um
funcionário público ou privado, mantenha essa trinca de ações para evitar
problemas: seja amigo do chefe, atenda bem e não se preocupe com a
produtividade.
3.
Controle
suas contas, seus gastos. Um bom controle é ter um teto de saídas mensal que
não pode ser ultrapassado.
4.
Tenha
uma reserva financeira. Apesar de render uma merreca, a poupança ainda é o
melhor investimento, pois o dinheiro está lá, todo. O mais importante é manter
um fluxo da poupança com o caixa, isto é, a cada R$ 1,00 depositado, metade
volta para você.
5.
Viva
dentro de suas possibilidades; nada de ostentar. Tenha um carro que você
consegue manter, roupas que te vestem bem, lugares que você pode pagar. Não
precisa viver como um frade franciscano, mas para que chamar a atenção.
6.
Realize
pequenos gostos, como comer em restaurante, de vez em quando, viajar e fazer as
coisas que te dão prazer, preferencialmente, acompanhado.
7.
Crie
seu próprio estilo de vida, baseado no bom humor e na reflexão. Não leva a vida
tão a sério. Aprenda a cada dia e não se envolva em aventuras custosas.
sexta-feira, 6 de março de 2020
QUATRO LIÇÕES
No dia 17 de maio, irei completar 39 anos (se Deus quiser!);
sou quase quarentão. Como estava sem sono, resolvi escrever e saiu este texto:
Com o passar do tempo, vamos aprendendo
com os fatos da vivência, de maneira que nos tornamos mais inteligente ou, no
máximo, menos idiotas com relação às coisas e pessoas que existem. Isto
acontece com as pessoas que possuem algum entendimento de como a vida funciona,
de como a existência acontece e quão absurda ela possa parecer.
Todos nós nascemos com uma visão de que o
mundo é bom, pois se tivermos uma infância boa ou razoável, esta será a visão
que nos guiará nos primeiros anos de vida (quando começamos nossa vida social,
na escola).
Contudo, com novas situações enfrentadas e
novas experiências adquiridas a visão de que tudo está bem se modifica: não
mais atende à realidade e passa a ser um problema que precisa ser solucionado.
Aqui, entra em ação uma importante característica que molda quem terá sucesso
ou não: a capacidade de se adaptar.
De fato, quem realmente vence na
competição diária, não é o mais forte, nem o mais inteligente, mas sim o mais
adaptável, aquele que sabe tirar de suas forças e de seus recursos a energia necessária
para vencer e prevalecer.
Quando estamos na escola, já existe uma
clara divisão entre grupos: existem os mais fortes, os mais inteligentes, os
mais limitados, os mais introvertidos, os mais bonitos, os mais feios, os mais
adaptáveis. Por mais que as teorias educacionais e os ditos gurus
comportamentais tentem criar modelos e encontrar métodos para superar as
diferenças, isto não tem como superar: faz parte das características humanas a
diferenciação e o preconceito aos grupos que não se encaixam na dita
normalidade.
Me lembro de quando fui estudar, o
trabalho que dei para permanecer na escola; meus pais me levaram à psicóloga para
superar esta fase; superei. Por ser muito tímido e inteligente, sempre fui alvo
de inveja e provocações. Briguei: em algumas vezes bati e em outras apanhei,
mas nunca deixei que me humilhassem.
Desde muito novo, percebi algo que toda
pessoa precisa, tanto quando comer, beber e dormir: atenção. Esta lição é um
verdadeiro achado e quando usada com sabedoria, te faz ter um poder incrível.
Assim, na escola, eu sempre prestava
atenção às aulas; sempre perguntava aos professores; no final da aula, sempre
conversava com eles, perguntando alguma coisa sobre a aula e encaixando alguma
pergunta pessoal; sentava na frente e anotava tudo o que podia.
A outra pessoa sempre estará interessada
nela do que em você. Se você se tornar um ouvinte atento e dedicado, terá um
poder sem limites sobre ela. A grande maioria quer apenas ser ouvida, ainda que
seus assuntos sejam tolos e pueris. Desejam falar sobre como são espertas, como
sua vida patética é cheia de significado, como um filme mudou sua visão de
mundo, etc.
Outro ensinamento deveras importante é:
não dependa muito das pessoas. Isto nada tem a ver com viver isolado, como um
ermitão, mas apenas selecionar quem você se relaciona e até que ponto, você se
compromete com quem quer que seja. Aprendi isso a duras penas, sofri muito, mas
compreendi, de uma vez por todas.
Quando era mais jovem, no auge dos meus 20
anos, pensei em ser um empresário. Queria fundar um banco, ajudar as pessoas,
ser um empresário diferente mesmo. Arrumei algum dinheiro e comecei a
emprestar. O mais importante para mim era ajudar; o lucro viria em segundo
plano.
Só que existem pessoas que se aproveitam e
comigo não foi diferente: ganhei muito dinheiro, mas perdi muito também. Hoje,
sou muito mais seletivo.
Também é importante criar um estilo
somente seu; nada de copiar alguém que você acha mais inteligente, mais forte.
Não queira ser melhor do que alguém, mas seja o melhor que pode ser, dentro de
suas possibilidades.
![]() |
| Crie seu próprio estilo: tenha influências, todavia não seja uma simples cópia. |
Por fim, valorize de onde você veio, sua
família, suas origens. Pode parecer pedante e idiota, mas nada disso: se você
existe é porque um homem e uma mulher, muitos anos atrás, se uniram para ter
seus antepassados. Eles te legaram uma vida, quem sabe bens, mas sobretudo um
nome.
De fato: “quando não se sabe de onde se
veio, dificilmente se sabe para onde se vai”.
QUATRO LIÇÕES PARA A EXISTÊNCIA
I – Dê atenção às pessoas.
II – Não confie demais nas pessoas.
III – Crie seu próprio estilo.
IV – Valorize suas origens.
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