terça-feira, 17 de março de 2020

SOBRE O CORONAVÍRUS


Este é o primeiro texto que fiz sobre um assunto atual: geralmente manifesto minha opinião em comentários de canais que sou inscrito ou falando com outras pessoas mesmo. Mas, este fato é algo muito importante e está afetando todo o mundo. Assim, resolvi dar minha opinião sobre este tema tão relevante.

O coronavírus ou mais precisamente o COVID-19 já virou uma pandemia (muito pior que surto e epidemia). Já morreu gente demais em países como China (onde esta merda toda começou), Itália e Irã; o vírus está presente em todos os continentes e vários países já fecharam as fronteiras para evitar a propagação da doença.

No Brasil, estão sendo tomadas as medidas cabíveis e sabe Deus até onde isto vai nos levar. Acredito que vai morrer muita gente, em especial os mais pobres (como diria, meu tio, “pobre só se ferra”).

Existem as famosas teorias da conspiração (que o vírus foi produzido em laboratórios chineses para ferrar a economia mundial), que existe muita histeria nas notícias, que existe muita histeria na mídia.

Cada um pensa o que quiser, mas esta pandemia acontece pelo fato do mundo ser globalizado e qualquer zé ruela poder viajar de avião para qualquer canto. Longe de mim, condenar que as pessoas tenham melhora na qualidade de vida, mas isto é o preço que o mundo paga por se chamar “aldeia global”.

Houve vários casos de epidemias, como em 2009 e 2016; houve a famosa gripe espanhola em 1917, a asiática em 1957 e a Peste Negra, na Idade Média. Desde que o mundo é mundo existe e existirão epidemias com milhares de mortos.

Mas, a situação é séria, pois até a poderosa Rede Globo mudou sua programação (tirando vários programas idiotas do ar, o que é, em última análise, uma benção disfarçada). Os governos federal, estaduais e municipais estão tomando medidas para evitar aglomerações. E nossa economia, que parecia melhorar, vai entrar em recessão...

Assim, se minha opinião vale alguma coisa, tomarei os cuidados que a grande mídia anuncia. Evitarei aglomerações (não será difícil, pois adoro ficar em casa). E rezarei para que tudo isso passe o mais rápido possível.  

terça-feira, 10 de março de 2020

INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA: UMA ILUSÃO?


Estava navegando pela internet e notei que existem uns blogs de alguns caras que pregam uma tal de IF, que fui descobrir depois que era Independência Financeira.
Basicamente, esses blogs são um amontoado de números em que essas pessoas se vangloriam de seus patrimônios; a maioria investe em ações, em bitcoins e outros investimentos. Se acham consultores e eu mesmo fiquei muito tentado a participar dessa turma, mas achei melhor não.

Em primeiro lugar, não tenho saco para ficar acompanhando ações, alta e baixa; isso é como pescar (outra coisa que detesto!) precisa ter paciência de Jó. Minha personalidade não combina com isso. Parabéns para quem consegue se controlar diante desse cassino que se chama Bolsa de Valores.

Lembro de um colega da faculdade que comprou um livro de quase mil páginas, ensinando como investir na Bolsa, escrito por um entendido, um verdadeiro guru das finanças. Não sei o que ele fez com o livro, mas hoje ele trabalha num emprego mediano e nem quer ouvir falar de ações.  

Cada um faz o que quiser com seu dinheiro, quem sou eu para cagar regras de finanças; mas de maneira pessoal, isto não me atrai, pois considero uma ilusão. De cada uma pessoa que consegue essa tal de IF, cem se atolam em dívidas. A única maneira de ganhar dinheiro é com trabalho; quem especula precisa aceitar que sua vida será uma montanha-russa.

Com base nas minhas experiências, posso traçar alguns pontos que podem ser úteis para quem se mostrar interessado:

1.      Evite, ao máximo, emprestar dinheiro a outras pessoas; fiz isso durante um terço da minha vida e tal atividade acaba te desgastando muito. Cria inimizades até dentro da família.

2.      Tenha um trabalho, uma profissão, de preferência um cargo público. Se for um funcionário público ou privado, mantenha essa trinca de ações para evitar problemas: seja amigo do chefe, atenda bem e não se preocupe com a produtividade.

3.      Controle suas contas, seus gastos. Um bom controle é ter um teto de saídas mensal que não pode ser ultrapassado.

4.      Tenha uma reserva financeira. Apesar de render uma merreca, a poupança ainda é o melhor investimento, pois o dinheiro está lá, todo. O mais importante é manter um fluxo da poupança com o caixa, isto é, a cada R$ 1,00 depositado, metade volta para você.

5.      Viva dentro de suas possibilidades; nada de ostentar. Tenha um carro que você consegue manter, roupas que te vestem bem, lugares que você pode pagar. Não precisa viver como um frade franciscano, mas para que chamar a atenção.

6.      Realize pequenos gostos, como comer em restaurante, de vez em quando, viajar e fazer as coisas que te dão prazer, preferencialmente, acompanhado.

7.      Crie seu próprio estilo de vida, baseado no bom humor e na reflexão. Não leva a vida tão a sério. Aprenda a cada dia e não se envolva em aventuras custosas.  

sexta-feira, 6 de março de 2020

QUATRO LIÇÕES


No dia 17 de maio, irei completar 39 anos (se Deus quiser!); sou quase quarentão. Como estava sem sono, resolvi escrever e saiu este texto:

 

Com o passar do tempo, vamos aprendendo com os fatos da vivência, de maneira que nos tornamos mais inteligente ou, no máximo, menos idiotas com relação às coisas e pessoas que existem. Isto acontece com as pessoas que possuem algum entendimento de como a vida funciona, de como a existência acontece e quão absurda ela possa parecer.



Todos nós nascemos com uma visão de que o mundo é bom, pois se tivermos uma infância boa ou razoável, esta será a visão que nos guiará nos primeiros anos de vida (quando começamos nossa vida social, na escola).



Contudo, com novas situações enfrentadas e novas experiências adquiridas a visão de que tudo está bem se modifica: não mais atende à realidade e passa a ser um problema que precisa ser solucionado. Aqui, entra em ação uma importante característica que molda quem terá sucesso ou não: a capacidade de se adaptar.



De fato, quem realmente vence na competição diária, não é o mais forte, nem o mais inteligente, mas sim o mais adaptável, aquele que sabe tirar de suas forças e de seus recursos a energia necessária para vencer e prevalecer.



Quando estamos na escola, já existe uma clara divisão entre grupos: existem os mais fortes, os mais inteligentes, os mais limitados, os mais introvertidos, os mais bonitos, os mais feios, os mais adaptáveis. Por mais que as teorias educacionais e os ditos gurus comportamentais tentem criar modelos e encontrar métodos para superar as diferenças, isto não tem como superar: faz parte das características humanas a diferenciação e o preconceito aos grupos que não se encaixam na dita normalidade.



Me lembro de quando fui estudar, o trabalho que dei para permanecer na escola; meus pais me levaram à psicóloga para superar esta fase; superei. Por ser muito tímido e inteligente, sempre fui alvo de inveja e provocações. Briguei: em algumas vezes bati e em outras apanhei, mas nunca deixei que me humilhassem.



Desde muito novo, percebi algo que toda pessoa precisa, tanto quando comer, beber e dormir: atenção. Esta lição é um verdadeiro achado e quando usada com sabedoria, te faz ter um poder incrível.



Assim, na escola, eu sempre prestava atenção às aulas; sempre perguntava aos professores; no final da aula, sempre conversava com eles, perguntando alguma coisa sobre a aula e encaixando alguma pergunta pessoal; sentava na frente e anotava tudo o que podia.



A outra pessoa sempre estará interessada nela do que em você. Se você se tornar um ouvinte atento e dedicado, terá um poder sem limites sobre ela. A grande maioria quer apenas ser ouvida, ainda que seus assuntos sejam tolos e pueris. Desejam falar sobre como são espertas, como sua vida patética é cheia de significado, como um filme mudou sua visão de mundo, etc.

Dê atenção às pessoas: ouça mais, ouça com atenção.
 Outro ensinamento deveras importante é: não dependa muito das pessoas. Isto nada tem a ver com viver isolado, como um ermitão, mas apenas selecionar quem você se relaciona e até que ponto, você se compromete com quem quer que seja. Aprendi isso a duras penas, sofri muito, mas compreendi, de uma vez por todas.



Quando era mais jovem, no auge dos meus 20 anos, pensei em ser um empresário. Queria fundar um banco, ajudar as pessoas, ser um empresário diferente mesmo. Arrumei algum dinheiro e comecei a emprestar. O mais importante para mim era ajudar; o lucro viria em segundo plano.



Só que existem pessoas que se aproveitam e comigo não foi diferente: ganhei muito dinheiro, mas perdi muito também. Hoje, sou muito mais seletivo. 

A confiança, infelizmente, deve e precisa ser, seletiva.

Também é importante criar um estilo somente seu; nada de copiar alguém que você acha mais inteligente, mais forte. Não queira ser melhor do que alguém, mas seja o melhor que pode ser, dentro de suas possibilidades. 

Crie seu próprio estilo: tenha influências, todavia não seja uma simples cópia.


Por fim, valorize de onde você veio, sua família, suas origens. Pode parecer pedante e idiota, mas nada disso: se você existe é porque um homem e uma mulher, muitos anos atrás, se uniram para ter seus antepassados. Eles te legaram uma vida, quem sabe bens, mas sobretudo um nome. 
 
Valorize suas origens, sua família, seus antepassados.



De fato: “quando não se sabe de onde se veio, dificilmente se sabe para onde se vai”.




QUATRO LIÇÕES PARA A EXISTÊNCIA

I – Dê atenção às pessoas.

II – Não confie demais nas pessoas.

III – Crie seu próprio estilo.

IV – Valorize suas origens.

PENSAMENTOS DO CAR@LHO # 15