quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

O IRMÃO DE UM CONHECIDO MEU


Dia desses encontrei com um conhecido e começamos a falar da vida. Este conhecido é um homem respeitado; apesar da pouca idade já tem um bom patrimônio e tem um bom nome na praça (se bem que cometeu algumas cagadas, como casar com uma parasita que o chifrou; mas ele se divorciou, ainda bem!)


Pois bem, esse conhecido falava sobre como estava a sua vida: estava divorciado (graças a Deus, sem filhos) e aproveitava a vida (me disse que a ex não gostava de porra nenhuma, só de rede social, BBB e programa de fofoca). Lembro-me de conhecer a ex mulher dele: muito bonita mesmo, mas não tinha assunto; cabeça leve, como diria minha avó.


Então, a vida dele vai se arrumando (parece que está namorando uma divorciada), e ele resolveu me contar como era a relação dele com o irmão. Fiquei ouvindo a história dele e resolvi compilar aqui:


O irmão dele nunca foi como ele: não era muito chegado em escola, tomando duas bombas (antigamente, se repetia o ano, quando não se conseguia notas; outros tempos, meus caros!). Tudo bem, eu também odiava escola (mas, nunca tomei bomba).


O meu conhecido passou numa universidade federal, fez concurso e hoje tem um bom emprego. O irmão dele tentou passar numa federal, não deu conta; o jeito foi fazer numa faculdade particular, em outra cidade. O pai deles que não estava com as contas muito bem, começou a se endividar.


Nesta cidade, o cara começou a namorar uma menina de 14 anos! E começou a ir à festas, repetir matérias; o coitado do pai pagando tudo e ficando com o nome sujo da praça.


Certa feita, o inteligente decidiu abrir um negócio (mesmo morando fora). Resultado: o negócio faliu e o pai e o irmão tiveram que pagar as contas.


Para complicar, o pai deles faleceu de infarto. O meu conhecido se dedicou ao máximo para garantir os direitos da família (tinha até um seguro que o pai havia feito) e pagar as contas. Quando tudo estava arrumado, ele se ofereceu para ficar com o dinheiro do irmão e da mãe, pois tinha experiência financeira. O irmão não aceitou, a mãe ficou do lado dele. Logo, ele comprou uma caminhonete fudida, gastando todo dinheiro (carros, ele já teve uns 4, todos usados e fudidos).


Quando se formou, o cara começou a trabalhar numa empresa de vendas; como vivia na gandaia, foi mandado embora. Mas o meu conhecido, conversou com o chefe dele e conseguiu o emprego de volta para ele. O ingrato nem agradeceu.


Para completar a namoradinha dele ficou grávida: foram morar com a sogra (mãe deles). O meu conhecido o ajudou demais: deu dinheiro, apoio, enfim, fez o que pode.


Quando o filho dele nasceu, ele esperava ser padrinho do sobrinho, mas o bonitão resolver chamar um dos amigos de farra dele.


A esposa dele é mais controlada e conseguiram construir uma boa casa; meu conhecido resolveu vender alguns bens para o ajudar a terminar a casa. O cara se comprometeu a pagar, mas sabe lá Deus quando.


Para fechar com chave de ouro, ele me disse que na final da Libertadores, entre Flamengo e Liverpool, no ano passado, ele esperava que o irmão lhe chamasse para assistir em sua casa (ele tem TV por assinatura). Mas, nada. Chamou os colegas e nem se lembrou dele.


Nos despedimos e fiquei pensando: a vida tem dessas coisas. Tem pessoas, a grande maioria parentes, que só nos procura quando precisa. Quando tudo está bem, nem se lembram que existimos. Por isso, que tomei uma decisão: não crio expectativas. Com nada; nem com ninguém.
  



Nenhum comentário:

Postar um comentário

PENSAMENTOS DO CAR@LHO # 15