A primeira mulher que me
apaixonei foi quando estava no primário e se chamava Cláudia. Gordinha, loira e
de olhos verdes. Fazia de tudo para chamar a atenção dela, mas ela nunca me deu
chance. Nunca mais a vi; hoje ela deve estar casada e com filhos.
Quando estava na 5ª. Série (hoje
sexto ano), me apaixonei por uma menina que se chamava Diana. Branquinha,
cabelos pretos e olhos verdes. Ela era mais alta que eu e até tentei conversar
com ela, mas não consegui nem pegar na mão; nunca mais vi.
No Ensino Médio, me apaixonei por
outra Cláudia, mas essa era totalmente diferente da minha época de infância:
morena, cabelos negros e um corpo bem formado. Era dois mais velha que eu e
todos os meus colegas queriam ficar com ela. Eu, muito tímido e sem jeito não tinha
chance. Em pouco tempo, ela começou a namorar um cara mais velho (e que tinha
um carro) e nunca mais a vi. Era tão inocente que a ajudei a estudar para uma
prova, pensando que iria ganhar um beijo, mas nem isso...
Ainda no Ensino Médio, conheci
Paula e essa posso dizer que foi a primeira que retribuiu ao que eu sentia.
Paula era baixinha, branquinha, com o rosto muito bonito e um corpo já formado.
Tínhamos a mesma idade. Nos intervalos, ficávamos na sala, conversando,
trocando alguns beijos, pensando em nosso futuro, no que faríamos no
vestibular. Época boa! Saímos juntos algumas vezes. Mas, veio o final do ano e
cada um seguiu seu rumo. Ela foi estudar em outro estado e perdemos contato.
Tempos atrás, a procurei nas redes sociais e a encontrei morando em Brasília,
casada e com um filho. É engenheira.
No curso pré-vestibular, me
apaixonei por Fabiana, uma loirinha baixinha, muito simpática. Meio maluquinha,
mas muito gente boa. Mas ela tinha um namorado e todas as minhas tentativas não
tiveram sucesso.
Quando fui para a faculdade, me
apaixonei muitas vezes: por colegas e até por professoras. Tive casos rápidos,
mas nada que me marcasse muito. As festas em repúblicas, as gandaias de
madrugada fazem você conhecer muitas mulheres. Aproveitei o que pude, não posso
reclamar.
No final do curso, conheci
Soraia. Na verdade, ela se apaixonou por mim, pois havia me conhecido através
de uma prima. Uma morena de cabelos pretos, um corpo lindo e um sorriso
encantador. Era do Nordeste (não lembro o Estado) e havia se mudado para minha
cidade há pouco tempo. Estudava e trabalhava. Morava num quartinho e perdi as
contas em que dormi com ela naquele aconchego. Sempre trazia coisas gostosas
para comermos e ela sempre me recebia com aquele sorriso maravilhoso. Mas, ela
precisou voltar para sua terra natal e terminamos.
Logo, em seguida, conheci
Regiane: branca de cabelos castanhos, cinco anos mais nova que eu. Me apaixonei
pelo jeito delicado dela, mas ela era evangélica fanática e eu achava esse
fanatismo demais. Depois de um tempo, desisti.
Tempos depois, me apaixonei por
Diana, uma mulata linda. Ela cuidava da avó doente e ficávamos sempre na casa
dela. Era muito bom, pois quando a avó dormia, nós íamos nos “divertir”. Mas,
logo ela arrumou um namorado e terminamos.
Em seguida, veio Juliana. Essa
não era tão bonita como as outras (muito branca e gordinha) e tinha uma fama
não muito boa (ficava com qualquer um). Resolvi namorar e me arrependi. A
desgraçada me traiu com um colega de trabalho! Hoje, ela tenta me agradar, uma
possível volta, mas sem perigo. Ela é passado.
Depois, conheci Mayara e ela,
posso considerar, sem sombra de dúvida, como minha primeira namorada. Branca,
com um corpo maravilhoso, trabalhadora, ideal para casar mesmo (adorava sexo).
Ficamos juntos por 2 anos e foi muito bom, não posso reclamar. Todavia, ela era
geniosa e queria impor as coisas (queria casar, mesmo sem as condições para
isso). Brigamos e cada um seguiu sem caminho. Ela se casou, anos depois, mas
pelo que ouço dizer, não está satisfeita.
Quando estava com Mayara, tive um
caso com uma colega de trabalho chamada Clara. Loira, alta, quinze anos mais
velha do que eu, não tinha grandes atributos físicos, mas tinha uma personalidade
e um carisma inesquecíveis. E também gostava muito do “negócio”. Ficamos nesse
rolo uns meses. Depois, ela arrumou um namorado que poderia ser pai dela (que
ironia!), mas continuamos amigos.
Fiquei um tempo se mulher alguma;
meus colegas tentando me apresentar conhecidas, mas fiquei quase um ano e meio
sozinho.
Então, conheci Adriana e minha
vida mudou muito. Talvez para desabusar Mayara, comecei a namorar com ela e, em
pouco tempo, já morávamos juntos e casamos oficialmente. Adriana era mulher e
tanto (fazia vista): branca, com longos cabelos negros, rosto lindo e corpo de
modelo. Mas, não tinha cabeça: qualquer pessoa a influenciava e ela só se metia
em encrencas, as quais eu tinha que resolver. Comprava e não pagava, não queria
trabalhar, nem limpar o pequeno apartamento que morávamos. A gota d’água foi me
trair. Hoje ela tenta voltar, mas sem chance, pois não volto com ex (sou
decidido, nesse ponto).
Por fim, conheci Daniela e me apaixonei.
Baixinha, gordinha, peituda e espontânea. Gostava tanto de sexo como Mayara.
Trabalhava e tinha uma vida independente, algo que sempre valorizei em mulher.
Mas como nada é perfeito, tinha um porém: era casada. Casada, em termos, pois
ele e o marido não têm relação há anos, nem saem juntos, só dividem a mesma
casa (nem dormem juntos, claro). Pedi para ela se separar, resolver sua vida,
mas só enrolava. Então decidi dar um basta. Continuamos amigos (coloridos, é
claro).
Assim, esta é minha trajetória de
três décadas lidando com o chamado “sexo frágil”. Como diria um amigo meu: “se
Deus inventou alguma coisa melhor do que mulher, guardou só para Ele.”

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