Quando se é mais jovem, se acredita que se
pode fazer qualquer coisa, seguir qualquer carreira, de preferência que atraia
a combinação fama e dinheiro. Também se busca a atenção do sexo oposto, pois os
hormônios estão fervilhando.
Alguns querem ser
jogador de futebol; outros cantores; outros atores, enfim, carreiras de
ostentação, geralmente acompanhados com uma grande quantidade de fãs. Algo
normal para esta época da vida.
No meu caso, desejava ser escritor. Com
uma década e meia de vida, já me julgava com bagagem suficiente para escrever e
acreditava que seria bem-sucedido com minha escrita.
E assim, começaram meus primeiros
escritos, se bem, que voltando mais ao passado, já escrevia desde os oito para
nove anos.
Cheguei a mandar cartas para as editoras,
com meus escritos que julgava serem o máximo. Logicamente, nenhuma me
respondeu. E o tempo passou.
Passou-se uma década e o adolescente cheio
de confiança se tornava um homem comum, no meio de tantos e tantas.
Continuei a escrever, fiz quase cinco
centenas de escritos, entre poesias, contos, matérias para jornal e coletâneas
de pensamentos. Cheguei a publicar uns livretos, mantive um blog e acreditava
que chegaria a minha hora. Seria um grande escritor.
O tempo passou e completei três décadas de
vida. Me envolvi com pessoas de todo tipo, ganhei e perdi na vida. E minha
carreira como escritor ficou parada.
Hoje, com quase 40 anos, posso dizer que
não serei mais um escritor. A culpa é de ninguém. Uma conjunção de fatores não
permitiu realizar meu intento. Também, não me dediquei como deveria, não quis
fazer isso uma profissão, pois aliás, já tenho uma (administrador de empresas).
Poderia ficar triste e abatido como
muitos, mas para que? Minha vida sempre foi de realizações e seria muito
injusto pensar que foi um fracasso. No mais é aceitar isso e seguir em frente.
Continuo escrevendo, como se pode notar
neste texto; é algo que me completa e me faz bem, tanto quando sua
atividade-irmã, a leitura. Mas, hoje estou mais leve e resignado.
No fundo, todos somos escritores, pois os
dias da existência são como páginas em branco e escrevemos nelas com nosso modo
de pensar e agir.

Nenhum comentário:
Postar um comentário